Vice-presidente Hamilton Mourão fala sobre perseguição religiosa contra brasileiros em Angola

O Governo brasileiro gostaria que se chegasse a um consenso entre essas duas partes

Por Redação Unigrejas 19/07/2021 - 17:03 hs
Foto: Reprodução

Durante viagem a Angola para uma reunião da comunidade dos países de língua portuguesa, o vice-presidente brasileiro Hamilton Mourão comentou sobre a perseguição religiosa que brasileiros enfrentaram no país africano, recentemente.

“O Governo brasileiro gostaria que se chegasse a um consenso entre essas duas partes e que aqui o Estado angolano recebesse a delegação parlamentar brasileira que quer vir aqui para tentar chegar a um acordo e a um ponto em que se arrefeça as diferenças que ocorreram”, disse Mourão.

Confira a matéria do Jornal da Record sobre o assunto:

Violência contra a Universal em Angola

Vale lembrar que, desde 22 de junho de 2020, a Universal vem sendo atacada por dissidentes (expulsos da instituição por desvios de conduta e crimes), que iniciaram uma série de rebeliões, agressões e arbitrariedades para tomar o controle à força da Universal no local.

De lá para cá, ocorreu uma escalada de violência civil e policial, além da omissão do governo angolano com relação ao caso. No dia 14 de março deste ano, por exemplo, membros e obreiros da Igreja foram agredidos pela polícia local, que agiu de maneira truculenta, enquanto as pessoas pediam pacificamente de volta os templos da Universal. Tiros chegaram a ser disparados contra a população. Infelizmente, o absurdo se repetiu em outros episódios.

“Vamos esperar o que vai sair dessa representação que o vice-presidente fez em Angola. Nós ainda temos pastores brasileiros em Angola, com suas respectivas famílias, em regime de cárcere, praticamente, sem poder exercer o seu ofício e correndo risco, porque o ódio disseminado pelos meios de comunicação, infelizmente, colocou em risco a vida dos nossos pastores. Mas esperamos que isso venha ser resolvido muito em breve”, explicou o Bispo Renato Cardoso, durante a programação Inteligência e Fé, do dia 19 de julho.

Missionários deportados

Autoridades angolanas iniciaram no dia 11 de maio a deportação de brasileiros da Universal. O caso foi lamentável porque revelou a total parcialidade dos poderes políticos do país africano. Pois, as próprias leis angolanas foram ignoradas e a ética internacional foi desrespeitada. As autoridades não acataram os recursos jurídicos propostos pela Universal, não deram acesso aos inquéritos contra os pastores. Em outras palavras, não foi possível nem saber pelo que eles estavam sendo acusados (uma grande injustiça). Porém, a verdade é que não houve infrações por parte deles. Além disso, famílias passaram por experiências de terror psicológico durante o processo de deportação.