Cristãos contam suas experiências ao enfrentarem a COVID-19

Conheça a importância da oração em momentos de grande aflição e como essas pessoas transformaram a dor em experiências gloriosas

Por Cintia 16/10/2020 - 21:03 hs
Foto: Reprodução BP Press, Facebook e Cedida

Pouco antes de sobreviver à COVID-19, C.J. MacDonald conversava com sua filha, que o indagava a respeito de os milagres serem tão raros hoje em dia. Mal sabiam, entretanto, que estavam prestes a vivenciar uma experiência impressionante, que transformaria MacDonald em o próprio milagre.

Um mês após essa conversa em família, MacDonald ficou de cama durante 4 dias, com muita febre. Ao procurar ajuda médica, não havia exames suficientes para, realmente, saber o que lhe acometia, mas, pelos sintomas, certamente estava com o novo coronavírus. Pouco tempo depois, seu estado de saúde piorou e ele foi internado. “Nos dias seguintes, meu nível de oxigênio continuou diminuindo. Fui transferido para a UTI e colocado no ventilador”, relata.


Donald ficou quatro dias nessa condição e a intercessão [oração] de todos, da família, vizinhos, amigos e até dos profissionais de saúde foi o que lhe fez sair daquele quadro de incertezas e inclusive obter o tratamento experimental para ajudar na sua recuperação , garante.

Após ser retirado do respirador, pensou ter dormido seis horas. “Fiquei surpreso quando me disseram que havia se passado quase quatro dias”, diz.

O estado de MacDonald fez com que ele se tornasse uma curiosidade: “Um fluxo constante de funcionários do hospital que não trabalhavam em meu caso aparecia, ficava do lado de fora do meu quarto de isolamento e apenas me encarava. Minha enfermeira me disse que eu era o único paciente que havia sido retirado do respirador até então”.

MacDonald diz que, aparentemente, ele estava dando esperança à equipe do hospital, ou seja, ele era um verdadeiro milagre.

Outros casos

Casos como o de MacDonald ocorreram em diversas partes do mundo e acometeram, inclusive, famílias inteiras, a exemplo do cantor brasileiro Cauan, de 38 anos, da dupla sertaneja com o parceiro Cleber, em meados do mês de agosto último. Foram dias acompanhando pela mídia o agravamento da saúde clínica dele e de seus familiares — que dias antes já haviam lidado com a internação de um irmão também com a COVID-19.


Cauan (foto acima) ficou internado mais de 10 dias em um hospital de Goiânia, capital de Goiás. Sendo oito dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O cantor teve mais de 70% da capacidade pulmonar comprometida. Na ocasião da sua alta hospitalar, a família de Cauan ainda sofria com a internação da mãe dele, que apresentou um quadro mais leve da doença e ficou em um quarto, e a internação do pai dele, em estado grave, também numa UTI.

Em declarações à mídia, Cauan chegou a dizer que enfrentou momentos muitos difíceis e sentiu medo, acreditando mesmo que poderia morrer. Ao longo do período de internação, os exames clínicos não eram animadores. Contudo, Cauan clamou a Deus, que deu força a ele. À medida que ia melhorando, não só fisicamente, sentia algo mudar também em seu interior, garantiu o cantor.

Inimigo invisível

Outro caso ocorreu com a pastora Helena Raquel (imagem abaixo), que testou positivo para a COVID-19 em junho passado. Ela é da Igreja Assembleia de Deus do ministério Vida na Palavra (ADVIP) e em sua rede social compartilhou os momentos difíceis pelos quais passou, enquanto se recuperava da doença, junto com o seu marido, também contaminado.


Na ocasião, ela escreveu: “Eu e meu marido testamos positivo para a COVID 19. Não é fácil, não é simples, muito pelo contrário. Fizemos o possível para não sermos contaminados, mas fomos. Se esconder de um inimigo invisível não é uma tarefa fácil. Nos últimos dias vivi coisas desconhecidas. Senti e ainda sinto medo. Mas também descobri que medo e fé não são antônimos. O medo é humano, a fé nos vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra. Essa tem sido a minha decisão diária: ‘Em me vindo o temor, hei de confiar em ti’, Salmos 56:3”, comentou (leia aqui a matéria completa).

Missionários na Suíça

Mais um caso recente e que também comprova o poder da fé e da oração ocorreu na Suíça, com os missionários da Universal, Bispo Lobato e sua esposa, Goreti (foto abaixo). Eles contaram como sobreviveram à COVID-19. Ambos ficaram internados e, mesmo em meio ao tratamento, fizeram questão de levar Jesus aos doentes. Segundo o Bispo Lobato, a reação deles diante da doença foi natural (acesse aqui e leia a entrevista completa).


“Até porque o nosso filho, dias antes, já tinha testado positivo. Anunciei o Evangelho por mais de 15 anos na África e vivenciei situações piores.  Além disso, eu tinha a certeza de que o que está escrito na Palavra de Deus em Êxodo 15.26 se cumpriria na nossa vida: ‘Se fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara’, essa promessa nos dava garantia da proteção de Deus sobre a nossa vida”, falou o Bispo.

Goreti, por sua vez, enfrentou uma situação um tanto quanto complicada, mas ela não deixou de crer, conforme relata:

No dia da minha internação, o médico infectologista me disse: ‘A senhora está infectada com o vírus, tem uma pneumonia dupla e uma bactéria nos pulmões. A senhora vai ser tratada com a cloroquina e remédios do HIV, se não der certo, vamos ter de lhe anestesiar e intubar.’ Naquela madrugada, ali aos pés da cama, sem forças, só me lembro de orar o Pai Nosso e dizer: ‘Senhor, eu não tenho poder de decidir sobre a minha vida. Que seja feita a Sua vontade’. Deitei-me e fechei os olhos e adormeci. Passadas algumas horas, no meio da manhã, durante a visita do médico, ele me disse, com ar muito satisfeito, que meu organismo reagiu muito rápido e que eu não tinha mais a bactéria nem a pneumonia. Comecei a chorar e a agradecer a Deus”, finaliza.