Até 12 mil pessoas podem morrer de fome por dia no mundo

Os impactos já podem ser sentidos em Malauí, onde as pessoas estão comendo ratos

Por Redação Unigrejas 18/09/2020 - 09:03 hs
Foto: Freepik/jcomp

Documento da Oxfam "O Vírus da Fome: como o coronavírus está potencializando a fome em um mundo faminto" revelou que até 12 mil pessoas podem morrer por fome diariamente, até o final de 2020, devido às consequências da pandemia de COVID-19. Isso é mais do que o total de mortes diárias causadas pela doença em si. 

O estudo aponta que o risco maior se concentra em 10 países: Iêmen, República Democrática do Congo (RDC), Afeganistão, Venezuela, Sahel da África Ocidental, Etiópia, Sudão, Sudão do Sul, Síria e Haiti.

“A COVID-19 é a última gota para milhões de pessoas que já lutam dia após dia com vários impactos em suas vidas. São conflitos armados, mudança climática, desigualdades e um sistema viciado de produção de alimentos”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Os impactos já podem ser sentidos em Malauí, país sul africano, que é um dos mais pobres do mundo. Durante esta pandemia, para evitar a fome (que consequentemente abaixa a imunidade e os expõem à Covid-19), muitos estão consumindo ratos.


Por não ter dinheiro para comprar outro tipo de carne, as pessoas caçam e preparam os roedores. Seu consumo, inclusive, foi recomendado pelas autoridades de saúde, por possuir bastante proteína.

Sinais do Apocalipse

Não é de hoje que nações como esta enfrentam uma situação parecida. Mas a situação ainda vai piorar muito depois que o Senhor Jesus voltar para arrebatar a sua igreja. É o que mostra o livro de Apocalipse, quando fala da abertura dos selos e a chegada dos quatro cavaleiros do Apocalipse.

“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho”. Apocalipse 6:5,6

Em seu estudo sobre o tema, o teólogo Esdras Costa Bentho explica que o cavalo preto é símbolo da morte e a balança de dois pratos subentende o racionamento de alimentos.

"A escassez desse tempo fará com que o preço dos alimentos básicos suba a ponto de um pai de família gastar todo o salário com os alimentos primários. O valor dos produtos fundamentais à subsistência estará acima das condições dos trabalhadores assalariados. Em condições normais, com o mesmo denário (dinheiro), comprava-se quase dezesseis vezes a mais daquilo que será adquirido neste período. Tempos de exacerbada carestia", alerta.

O estudioso também destaca que é provável que a globalização da economia desencadeie esta crise por todos os países, além do próprio castigo atingindo os quatro cantos da terra. "O que temos visto e ouvido sobre a fome em qualquer canto do mundo não se compara à mortandade que se seguirá através da fome nesses dias tribulacionais. O terceiro selo trouxe o racionamento de alimentos sobre a terra, este quarto, a morte através da fome. Será uma crise de víveres que atingirá toda a pirâmide social da terra", alerta.

Portanto, é preciso estarmos atentos e preparados para a volta do Senhor Jesus.

Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.” Mateus 25.13